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Acabei de ver esse investimento da Tether e não consegui segurar a surpresa.
O gigante das stablecoins investiu 50 milhões de dólares em uma empresa de colchões, a Eight Sleep, avaliando-a em 1,5 bilhão. Minha primeira reação foi: que operação é essa? Mas, após entender melhor, percebi que a lógica deles é bastante coerente, só um pouco louca.
O CEO da Tether se chama Paolo Ardoino, e o currículo dele é bastante peculiar. Nascido em 1984, começou a programar aos 8 anos, estudou criptografia, e após ler o white paper do Bitcoin em 2012, mergulhou de cabeça. Agora, ele gerencia a stablecoin de maior circulação global. Mas o mais interessante é a visão de mundo dele — ele já declarou publicamente que não acredita que consertar os sistemas políticos dos países seja a solução, mas sim usar tecnologia para que as pessoas possam criar comunidades independentes. E mais: ele acredita que o governo dos EUA vai colapsar inevitavelmente, então todos os investimentos que faz são, na verdade, uma preparação para esse "fim do mundo".
Com essa compreensão, o investimento na Eight Sleep faz sentido. O colchão inteligente deles consegue rastrear dados de sono, e as empresas que Paolo investiu — Holepunch (comunicação P2P), QVAC (plataforma de dados de saúde criptografados locais), Blackrock Neurotech (interface cérebro-computador) — têm um núcleo comum: soberania de dados. Seus dados corporais, de comunicação, cerebrais, tudo deve estar sob seu controle, sem subir para a nuvem, sem serem controlados por gigantes da tecnologia ou governos.
Assim, ao conectar o colchão ao QVAC, ele vira um nó na rede. Seus dados de sono não pertencem à Apple, Google ou qualquer plataforma centralizada, mas a você mesmo. É uma infraestrutura completa, construída "para o fim do mundo".
Esse cara até gastou 200 milhões de dólares para adquirir a maior parte de uma empresa de interfaces cérebro-computador, provavelmente não por acreditar no mercado, mas para evitar que essa tecnologia seja monopolizada por outros. Em uma entrevista, ele disse: "Ganhamos dinheiro suficiente para gastar por centenas de anos, minha maior preocupação é desperdiçar essa oportunidade única de um século." Essa frase soa um pouco pesada.
Porém, há um detalhe bastante sutil aqui.
Paolo tem promovido incessantemente a soberania de dados, a liberdade humana, a desconfiança em relação às instituições centralizadas. Mas o dinheiro que ele usa para construir essa infraestrutura de "não confiar em ninguém" vem de uma empresa que, por sua vez, exige que você confie nela incondicionalmente.
A Tether emitiu USDT com valor de mercado de 183 bilhões de dólares, alegando ter reservas em dólares equivalentes, mas essa empresa nunca passou por uma auditoria independente completa. Ela não é listada na bolsa, não precisa divulgar informações aos acionistas, e opera há mais de uma década em um vácuo regulatório. Quem possui USDT deve confiar que tudo o que a Tether diz é verdade — não há outra opção.
Além disso, o cenário real de circulação do USDT é muito mais complexo do que os discursos de Paolo sugerem. Argentinos usam para combater a desvalorização do peso, nigerianos usam para remessas internacionais — esses são usos reais e valiosos. Mas, ao mesmo tempo, o USDT também é usado para evasão de sanções, lavagem de dinheiro transfronteiriça, transações na dark web, ransomware... Isso também é uma realidade. A razão de a Tether alcançar um valor de mercado de 183 bilhões e um lucro anual de 10 bilhões de dólares é, em parte, porque ela é suficientemente "neutra" — não questiona de onde vem o dinheiro, nem para onde vai.
Portanto, há uma paradoxo interessante: lucros provenientes de fluxos cinzentos alimentam a infraestrutura que busca uma utopia. O mesmo sistema, o mesmo CEO, o mesmo dinheiro.
Quando o dinheiro chega a um ponto, o portfólio de investimentos se torna uma autobiografia. Elon Musk comprou o Twitter por acreditar na liberdade de expressão, Peter Thiel investiu na Palantir por acreditar que a segurança nacional precisa ser reconstruída pelo Vale do Silício. Paolo, ao investir nessas coisas, também está usando o dinheiro para construir o mundo que ele acredita que deve existir. Só que, em alguns capítulos dessa autobiografia, ele opta por passar adiante, dificultando uma análise mais profunda.